segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mad love. ( Parte 3 )

Mad love. Parte 3

" Confesso ter sentido um pequeno frio no estômago em nosso primeiro encontro,eu conheceria frente à frente o mais temido da cidade..quando a porta de ferro fora aberta e a ponta de meus saltos ecoaram pelo chão sem vida daquela sala de presídio,respirei fundo antes de ouvir seu baixo riso,suas mãos sobre o queixo. Numa pose de quem planejava algo estrondoso. 

Seus olhos claros eram tão mais profundos do que imaginava,desde o primeiro segundo próxima a ti,quis saber o tanto de loucura carregava por trás de seu sorriso metálico e psicótico. 

* Irei decifrar cada parte desse seu labirinto,e só irei parar quando achar o caminho final para a sanidade. • 

Fora a primeira frase que ecoou sobre minha mente,desde que eu sentara naquela velha cadeira branca,  e escutava atentamente a cada palavra que saia de seus lábios borrados de vermelho. 


          — Então..qual seu verdadeiro nome?


Segurei minha agenda,já que ali era extremamente proibido o uso de aparelhos eletrônicos próximo a pacientes..mais especificamente perto de Joker. Diziam que o mesmo iria manipular me a contatar seus aliados e tirá-lo dali..eu não duvidará de sua capacidade,mas na época ainda achava tudo isso uma grande besteira.

Até porque,em minha cabeça. Eu nunca seria domada por seu controle.   

  
           — Porque está perguntando Dra? sabe que meu nome é Joker..


           — Quero saber seu nome  mesmo,sem apelidos..


          — Tudo bem..mas vou dizer somente para você meu doce..Entendeu? nosso segredinho (risos) ..É John. 
      

O mesmo sussurrou baixo,enquanto encostava a ponta de seu dedo em meus lábios,indicando total silêncio. E seus olhos se encontravam diferentemente com os meus..

Um paciente com a classificação de Joker,denominado "extremante perigoso" deveria estar sempre amarrado para evitar quaisquer contato com seu psicólogo.

Mas eu queria que tudo fosse diferente. Para descobri-lo por inteiro jamais deveria prendê-lo ou intimidar,apenas tornar-se alguém que ele confiava ao ponto de abrir suas ideias a mim..era o que minha consciência justificava para tal ato naquele tempo. 

Então eu apenas sorri,mencionando que iria guardar seu segredo,enquanto afastava devagar sua mão próxima a minha boca.


            — Ótimo..vamos continuar nossa conversa,me conte mais John. 


             — Já temos toda essa intimidade querida Dra?


             — Acho que poderemos ser grandes amigos..porque não? 


             — Gosto dessa sua ousadia Dra Quinn.. (risos) 

* Ela pensava que está o curando,mas estava se apaixonando •  (...) " 

            

2 comentários: